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21/11/2013 - Comunicação
Inicia no Campeche microchipagem de cães e gatos
Diretoria de Bem-Estar Animal quer beneficiar até 400 cães e gatos da região

foto/divulgação: Petra Mafalda

Cerca de 570 animais foram microchipados este ano

A Diretoria de Bem-Estar Animal (DIBEA), da Secretaria Municipal de Saúde, vai realizar microchipagem gratuita de cães e gatos de estimação no Campeche, no período de 25 a 28 de novembro. Proprietários de animais do bairro e região devem levá-los à unidade que será montada na avenida Pequeno Príncipe, 2.859, ao lado da Escola Básica Brigadeiro Eduardo Gomes, das 9 às 12 horas e das 13 às 16 horas. A expectativa é atender até 400 cães e gatos.

Esta ação da DIBEA se dá pelo terceiro mês consecutivo. Em setembro e outubro, foram beneficiados os moradores da Tapera e de Canasvieiras e proximidades, respectivamente. Ao todo, cerca de 570 animais já foram submetidos à técnica da microchipagem. Trata-se de um procedimento bastante simples, que leva aproximadamente 15 segundos: um microchip (do tamanho de um grão de arroz cru) é aplicado sob a pele através de uma injeção no dorso do cão ou gato.

O microchip contém o prontuário médico-veterinário do animal, bem como os dados de identificação e localização de seu proprietário, de modo que sua colocação corresponde a uma ação de posse responsável. Afinal, facilita a devolução dos cães e gatos, em caso de perda ou fuga, e ainda evidencia quem são seus donos, diante de situações de abandono, o que é proibido pela lei municipal nº 94/2001.

A escolha dos bairros que vêm recebendo ação coletiva de microchipagem leva em conta o alto índice de animais semi-domiciliados - que têm proprietários, mas ficam soltos pelas ruas – e a proximidade do verão. É que, nesta estação, costuma haver bastante abandono de cães e gatos em decorrência de aluguéis de imóveis e de fugas das residências, devido ao susto provocado pela queima de fogos do réveillon.  

Cumprindo a lei 

De acordo com o Diretor de Bem-Estar Animal, João Eduardo Cavallazzi, a microchipagem é exigida pela lei complementar municipal nº 383/10, cujo cumprimento está sendo ampliado com as ações em andamento na cidade. Na administração anterior, a DIBEA limitava-se a efetuar a microchipagem nos cães e gatos abandonados e naqueles que eram retirados de suas casas em razão de maus-tratos. 

Até o dia 31 de dezembro deste ano, os donos de animais de estimação que comprovarem renda bruta mensal de até três salários mínimos serão contemplados com microchipagem subsidiada pela Prefeitura. Já a partir de 1º de janeiro, o serviço beneficiará somente proprietários de cães e gatos com renda bruta mensal inferior a um salário mínimo e meio. 

“Não queremos restringir. Queremos fazer com que o benefício chegue a quem realmente tem necessidade”, justifica o diretor da DIBEA, informando ainda que vai ser dado prazo de um ano para os proprietários de melhor condição social se enquadrarem à lei complementar municipal nº 383/10, sob pena de receberem multas no valor de R$ 30,00, por animal, a partir do ano de 2015.
Para serem beneficiados pela microchipagem, os donos dos animais devem ser munícipes de Florianópolis e, em virtude disso, precisam apresentar fotocópia do comprovante de residência e do CPF.

Censo

Durante a microchipagem, a DIBEA tem aproveitado para realizar um censo para traçar o perfil dos proprietários dos cães e gatos domésticos. A Diretoria de Bem-Estar Animal quer ter a dimensão, por exemplo, de quantos animais cada família possui, se eles são levados regularmente ao veterinário, se já receberam algum tipo de vacina e se são ou não castrados. Os cães e gatos que não tiverem sido esterilizados, aliás, entrarão automaticamente numa lista de espera para fazê-lo, se o proprietário assim o desejar. A única exceção diz respeito aos cachorros da raça pitbull, cuja castração é determinada por legislação federal.

“Queremos com o censo saber em que os proprietários estão falhando”, justifica João Eduardo, preocupado em embasar uma ação educativa a ser desenvolvida no ano que vem junto às escolas municipais, em parceria com a Secretaria da Educação e a Guarda Municipal. 

Vale salientar que tanto o censo quanto a ação educativa contarão com apoios do Grupo Especial de Defesa dos Direitos dos Animais (GEDDA) do Ministério Público estadual e do Instituto Ambiental ECOSUL, uma organização sem fins lucrativos que tem por missão promover e difundir a preservação ambiental e o bem-estar animal em Santa Catarina.


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