A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC) irá prorrogar a licença provisória concedida aos peixeiros do Mercado Público de Florianópolis, para que continuem a comercializar normalmente seus pescados a partir de segunda-feira (29).
“A CIDASC vai assumir mais uma vez esses seis meses para que vocês tenham uma Páscoa tranquila”, garantiu o gestor estadual de inspeção dos produtos de origem animal do órgão, Sérgio Silva Borges, referindo-se aos representantes das peixarias do Mercado Público, na tarde desta quarta-feira (24).
Em contrapartida à garantia de continuidade do trabalho, no entanto, Borges solicitou “qualidade, bom atendimento e higiene”.
A renovação da licença foi possível graças a tratativas da Prefeitura de Florianópolis junto à CIDASC e ao Ministério Público Estadual. “Os senhores iriam simplesmente fechar no dia 28 por inoperância”, esclareceu o gestor da CIDASC, caso a licença não fosse prorrogada, tendo em vista o fato de a Câmara de Vereadores ainda não ter aprovado o projeto de lei de origem do Executivo que cria o Serviço de Inspeção Municipal, o selo SIM.
“Não era para a gente estar passando por isso. O projeto está há seis meses parado na Câmara. Tendo a lei, a gente vai ter estabilidade não só para o mercado como para toda a cadeia produtiva”, arrematou Borges.
O prefeito Cesar Souza Junior mandou recado aos vereadores que têm emperrado a tramitação do projeto: “Se querem me prejudicar politicamente, que façam de outra maneira, não prejudicando todo um setor, prejudicando famílias”. Para ele, trata-se de “briga política da pior espécie, bem rançosa, promovida por dois ou três vereadores que não pensam na cidade e em sua gente”.
Pressão
Em reunião com os peixeiros e representantes da Prefeitura, da CIDASC e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis, na Sala de Atos do Mercado Público, o prefeito exortou os presentes a pressionarem em favor da aprovação da legislação. “É solução de transição. Mas, o mais importante, é que a gente aumente a pressão sobre todos os vereadores”, comentou, tendo em vista a nova licença.
Presente à reunião, o gestor de negócios da CDL, Hélio Leite, destacou que a falta do SIM não impacta apenas nas peixarias, mas nos pescadores artesanais, nos restaurantes e bares. “A gente torce para que a solução definitiva possa ocorrer da forma mais rápida possível”, manifestou. O presidente da CDL, Marco Aurélio dos Santos, completou: “Não podemos inviabilizar o pescado na cidade, facilitando que venham pescados de fora, contra o que é produzido aqui”.