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16/08/2015 - Cultura
Festival de folclore agita o Parque de Coqueiros
Público lotou o espaço para prestigiar a festa, que contou com muitas apresentações, brincadeiras e artesanato

foto/divulgação: Fotos Mauro Vaz

1º Festival de Folclore agita o Parque de Coqueiros

O 1º Festival de Folclore do Continente reuniu aproximadamente duas mil pessoas no Parque de Coqueiros neste domingo (16). Com um clima agradável e uma programação diversificada, o local foi palco de mais uma festividade em que o público pôde aproveitar ao máximo o domingo de sol e calor na Capital.

 

As atrações tiveram início às 10 horas e se estenderam durante todo dia, com diversas apresentações culturais, teatrais, musicais, folclóricas e muitas brincadeiras que encantaram a garotada.

 

A festa em comemoração ao dia do Folclore (22 de agosto), realizada pela Prefeitura de Florianópolis, por intermédio da Secretaria do Continente, contou com a parceria de entidades como o Sesc, Ação Solidária Adventista (ASA) e grupo de voluntários da Igreja Assembleia de Deus do Estreito. A Guarda Municipal prestou apoio durante todo o evento.

 

Para o secretário do Continente, Deglaber Goulart, festividades desta natureza são de extrema importância para aproximar o poder público das comunidades. “O nosso objetivo em realizar eventos como estes é reunir nossa gente, para que possamos resgatar os costumes e tradições que foram deixados pelos nossos ascendentes”, disse.

 

Quem foi prestigiar o evento disse ter retornado ao passado e relembrado de quando essas tradições faziam parte do cotidiano na época de criança. Para Eunice Silva, ações deste tipo deveriam acontecer mais vezes, para que não sejam extintas as tradições.

 

“Estava pedalando e, quando ouvi as cantorias, larguei a bicicleta e corri para cá. Isso me reporta ao passado, me lembro de quando o boi-de–mamão passava na porta de minha casa, era uma festa. Parabenizo a Prefeitura pela realização do Festival, isso é muito rico, manter viva a nossa cultura. Vivemos num mundo tecnológico, mas nada substitui o calor humano, o toque, aquilo que emociona”, lembrou.

 

Quem também não passou despercebida na festa foram às rendeiras, essas figuras quase folclóricas que com muita cantoria e habilidade no manuseio dos bilros chamavam a atenção de quem admira o artesanato.

 

Rosinha dos Santos, de 80 anos, moradora da Barra do Sambaqui, rendeira desde os sete anos de idade, disse ser apaixonada pelo que faz. “Comecei muito nova, naquela época não havia outra profissão, era o que toda menina tinha de aprender a fazer, não existia outro serviço, nós ganhávamos o nosso sustento com a produção das rendas”, contou.

 

O evento encerrou-se por volta das 17h30, com a apresentação da Velha Guarda da Coloninha e o músico Mazinho do Trombone, encantando o público com muito samba de raiz.


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