A união de equipes da Secretaria do Continente, Assistência Social, Comcap, Polícia Militar e Guarda Municipal resultou em uma grande operação de coleta de lixo e de encaminhamento de sem-tetos, que vagavam pelas ruas da área continental de Florianópolis, a unidades de atendimento. Muitos moradores de rua foram encaminhados aos serviços disponíveis pela rede municipal. Mais de 1,5 tonelada de lixo e entulho foi retirada dos espaços públicos.
A operação passou por diversos pontos críticos do Continente, conhecidos por acumular lixo e entulhos, além de servir de local de concentração de andarilhos e desocupados - o que desencoraja a presença da população. Na praça de Capoeiras, próximo ao Colégio Edith Gama Ramos, a área abandonada há pelo menos um ano que era ocupada por cinco andarilhos mudou de aparência: foi limpa e esvaziada.
As equipes do programa Abordagem de Rua, da Assistência Social, conversaram com todos os andarilhos, um a um, e analisaram o porquê de eles estarem na rua. Muitos aceitaram receber ajuda e foram encaminhados para serviços como tratamento para dependentes químicos.
Para dar resultados duradouros, as equipes sabem que precisam de muita persistência e paciência e que o trabalho precisa ser frequente. O assistente social Leonardo Rodrigues de Oliveira explicou que a abordagem é demorada e o objetivo não é criminalizar esta população, mas oferecer alternativas e tratamento, já que a maioria usa algum tipo de droga, lícita ou ilícita.
“Cerca 95% desta população é usuária de crack e um derivado que é ainda mais devastador. Muitos não são da cidade, então procuramos ver se eles possuem laços familiares, se desejam regressar para suas cidades ou obter tratamento” explicou.
De acordo com o Secretário do Continente, João Batista Nunes, será feito inicialmente um diagnóstico da situação dos moradores de rua, como locais onde vivem e realidade de cada um, para então tomarem as medidas para tentar solucionar ou amenizar o problema. A operação foi a primeira de uma série que acontecerá semanalmente.
“Vamos elaborar um plano de ação juntamente com a Secretaria de Assistência Social, porém este tipo de abordagem é um trabalho muito demorado”, disse.