Turistas e moradores de Florianópolis ocuparam a Travessa Ratclif e a rua Tiradentes para assistir à apresentação do cantor e compositor Paulinho Mocidade, em frente ao Bar Canto do Noel, na quinta-feira (16). Acompanhado pelo grupo local Número Baixo, o intérprete da escola de samba carioca Acadêmicos de Santa Cruz colocou o público no ritmo oficial da região, o samba. A atividade gratuita foi promovida pela Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Franklin Cascaes, dentro do projeto Território das Artes.
Realizado em conjunto com o projeto Viva a Noite, da Prefeitura de Florianópolis e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a iniciativa contribui para revitalizar o Centro Histórico da Capital. “Acreditamos que é possível transformar a cidade em um espaço de convivência artística, aproveitando o potencial de cada região. Aqui se reúnem as pessoas que gostam de samba de raiz. Foi muito bom”, avaliou Pedro Almeida, presidente da Fundação Franklin Cascaes.
“Acho que Florianópolis há muito tempo necessitava de um projeto para revitalizar essa área que tem tudo a ver com a história da cidade e do samba”, observou Laerte Mattos, o Leleco, ex-presidente da Unidos da Coloninha, que estava acompanhado de familiares e integrantes da agremiação.
Para o ex-presidente da velha guarda da Copa Lord, Mário César dos Santos, a iniciativa fortalece o Carnaval. “Isso faz o samba crescer ainda mais e traz alegria para nós. É lindo”, comentou Santos, que após o ensaio na sua escola de samba, no largo da Alfândega, foi conferir o show na Travessa Ratclif, acompanhado de outros integrantes da velha guarda.
O evento contou com a participação musical de Maru, intérprete bastante conhecida nas rodas de samba locais, além do grupo Número Baixo e Paulinho Mocidade, que cantou músicas de Cartola, Nelson Cavaquinho e Martinho da Vila, além de sambas-enredo antológicos de várias agremiações do Carnaval do Rio de Janeiro.
Embora já tenha vindo a Florianópolis em outras duas oportunidades, esta foi a primeira vez que o intérprete se apresentou ao ar livre, na rua que toda semana é fechada a partir das 19 horas para uso do público. “A Prefeitura de Florianópolis está de parabéns porque o samba é a marca registrada do Brasil. Tudo que os órgãos públicos puderem incrementar na cultura é válido. Eu me sinto muito feliz por cantar na cidade e pretendo voltar”, afirmou o sambista carioca.