Exposição Fascinante processo de criação
Todo fazer é um documento do processo existencial. Trata-se de uma caminhada que conduz à reflexão sobre o próprio ato de criar — um campo de provas em que, mais do que acertos ou desacertos, prevalece o impulso de se lançar ao vazio e experimentar.
Nesse sentido, as proposições visuais de Péricles Gandi mesclam memórias afetivas, percepções do mundo real e atos imaginativos. Tudo coexiste, despertando nele — e no público — um pensar sobre as relações entre o fazer e o mostrar. São caminhos complementares, guiados por um agir e um sentir que caminham lado a lado, harmonizando-se de múltiplas maneiras.
Cada trabalho apresentado, fruto de uma prática cotidiana, é mais do que uma imagem: é um ponto de partida para novas criações. Pode ser lido como a consequência de um olhar atento ao que foi feito e como projeção do que ainda pode se desenvolver.
O conjunto das obras, portanto, não apenas representa o que está fora delas. Acima de tudo, cada uma, em si mesma, é uma criação resultante de diversas escolhas — de tema, material, técnica e suporte — dentro de uma ordem particular. O trabalho nasce na mente e se concretiza no espaço e no tempo, fascinando quem o cria e quem o contempla, como promessa de ações e ideias que ainda estão por vir.