A Sessão Cineasta do Cineclube Ieda Beck no dia 28 de setembro, às 20h, aborda a obra da diretora Maria Emília de Azevedo. Nascida em Florianópolis, ela tem participação atuante no cenário de desenvolvimento cinematográfico no Estado. Participou da criação da Cinemateca Catarinense - ABD/SC, é professora universitária e autora de uma filmografia autoral,
Serão exibidos três curtas da diretora, com compõe A Trilogia da Dor: Alva Paixão, Roda dos Expostos, e Um Tiro na Asa, além de seu último filme, Mulher Azul, rodado no Brasil e na França e lançado este ano. Roda dos Expostos recebeu o Kikito de Melhor Fotografia (Charles Cesconetto) no Festival de Gramado
Em Alva Paixão, Maria Emília lança um olhar sobre a alma do poeta simbolista Cruz e Sousa, em Roda dos Expostos, o personagem é Hector, um homem rejeitado pela mãe, e em Um Tiro na Asa, a diretora retrata os efeitos da repressão política em Antônio. Os personagens principais dos três filmes são masculinos, três homens pungentes.
Em Mulher Azul, Maria Emília vai em busca da essência feminina, dos sentimentos de uma mulher em torno de si mesma, do amor, das amizades, do prazer da vida. Após a sessão, a diretora conversa com o público sobre sua produção cinematográfica.
ALVA PAIXÃO (ficção/24’/SC/1995)
João da Cruz e Sousa, tísico e cansado, envelhecido precocemente, diante de Nestor Vitor remete-se a lembranças. Essas recordações são marcadas pelo dilema entre o equilíbrio que representa o alvo e a paixão soprada da África. O flashback interrompe em contraponto o denso desabafo do poeta ao amigo simbolista. Sentindo a proximidade da morte, João confia a Nestor os últimos sonetos produzidos, que seriam publicados postumamente em Paris.
RODA DOS EXPOSTOS (ficção/19’/SC/2001)
Hector foi exposto na Roda. Na Instituição, ele auxilia a rodeira nas tarefas diárias. Conta estórias para as crianças da Roda. Cria seu próprio mundo. Convive com a Criatura, personagem enigmático. Nas madrugadas, Hector espreita a Roda na esperança de ver sua mãe.
UM TIRO NA ASA (ficção/19’/SC/2005)
Antônio cotidianamente recebe ameaças pela internet.O autor das ameaças se revela: foi o torturador de seu pai, preso político durante o regime de ditadura militar no Brasil. Antonio é conduzido por Miguel, seu algoz, a um encontro decisivo.
MULHER AZUL (ficção/20’/SC/2011)
M. se isola numa casa para esperar não se sabe o quê. Enquanto espera, escreve um diário no qual registra seus estados de alma. Pouco se sabe sobre o passado dessa mulher. Apenas que deixou para trás uma cidade, um país, um homem que talvez a ame, um trabalho. Pequenas informações que se revelam através de fotografias, um rápido telefonema, nada mais. Adaptação da obra homônima de Renato Tapado.
O QUÊ: Sessão Cineasta do Cineclube Ieda Beck
QUANDO: quarta, dia 28 de setembro, às 20h.
ONDE: Cinemateca Catarinense - Instituto Arco-Íris. Travessa Ratclif, 56 (esquina com João Pinto)
QUANTO: gratuito
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos
UMA REALIZAÇÃO: Cinemateca Catarinense, Pref. Municipal de Florianópolis, Funcine, Travessa Cultural, Fundação Franklin Cascaes.