“O objetivo da decoração é tornar o ambiente agradável, mesclando música, poesia e arte. Essa junção também representa um pouco de mim”, explica Laura.
Além da decoração como diferencial, no consultório são atendidos todos os ciclos em um só espaço com abordagens diferentes. Como diferencial, as mulheres são convidadas a introduzir o espéculo (utensílio utilizado para realizar o exame preventivo) na hora da realização do exame. A introdução também passa pela entrega de um espelho, onde a mulher pode enxergar o seu colo uterino, trazendo mais conhecimento sobre seu próprio corpo.
“Muitas mulheres chegam aqui e dizem que não querem ver seu colo uterino por diversos medos, vergonha e baixa autoestima. Quando a mulher aceita essa prática e visualiza seu colo introduzindo o espéculo, ela ganha protagonismo no cuidado que veio em busca. Isso é muito potente na construção ou resgate da sua autoestima. Dessa forma, ela passa a se conhecer melhor, se amar e escolher relações pautadas no afeto e respeito” cita a profissional.
Laura relata que muitas mulheres após a ação de conhecerem seus próprios corpos saem de relacionamentos abusivos, pois entendem o quão valiosas são ao se contemplar. Isto faz com que não aceitem parceiros (as) que não as respeitem e respeitem seus corpos tanto quanto elas.
A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Saúde, também oferece métodos de planejamentos reprodutivos e conversas conjuntas onde a mulher decide com os profissionais o método contraceptivo que será utilizado. Ao entender cada método, ela pode escolher qual mais se encaixa com suas necessidades.
DIU, chás e acolhimento
Em Florianópolis, apenas em 2021 foram inseridos 2334 Dispositivos Intrauterinos (DIU). Esse método, disponível nos Centros de Saúde da Capital, pode ser solicitado e avaliado pelos profissionais de saúde das equipes de Saúde da Família.
No Centro de Saúde Armação, após a inserção as mulheres recebem folhas de plantas que podem reduzir cólicas e sintomas menstruais. Todos os chás recomendados fazem parte das chamadas “práticas integrativas em saúde”, e promovem acolhimento humanizado em saúde. Além do chá, as mulheres também recebem auriculoterapia, que inspirada na terapia milenar chinesa alivia desconfortos.
Outro ponto de acolhida são as músicas tocadas na hora da introdução do DIU, que são escolhidas pelas próprias mulheres. Por meio de uma Playlist criada por pacientes, elas podem escutar sua música preferida trazendo mais harmonia para o ambiente.