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29/11/2013 - Social
Operação aborda morador de rua no Norte da Ilha
Ação noturna ocorreu nesta quinta-feira em Jurerê e Canasvieiras

foto/divulgação: Roberto Machado

Ação noturna ocorreu nesta quinta-feira em Jurerê e Canasvieiras

Uma operação conjunta envolvendo pessoal das secretarias municipais de Assistência Social, Saúde e Turismo, com apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal, fez, na noite desta quinta-feira (28), a identificação dos moradores de rua que estão alojados nas praias de Canasvieiras e Jurerê, no Norte da Ilha.


Esta é a segunda abordagem noturna feita nos bairros. De acordo com o secretário municipal de Assistência Social, Alessandro Abreu, o objetivo é verificar as condições dos moradores, convidá-los a dormir no abrigo e perguntar se eles querem voltar à cidade de origem.

Segundo o secretário, a maioria das pessoas que vivem nas ruas de Canasvieiras chegou a Florianópolis há cerca de seis meses. Muitos em busca de emprego.

"A maioria já havia trabalhado aqui em outras temporadas, como ambulante, mas acabou não conseguindo se estabelecer novamente. Muitos acabam se tornando usuários de álcool e ficam morando na rua", explicou Alessandro Abreu.

De acordo com o secretário, o perfil dos moradores de rua de Canasvieiras é formado por homens mais velhos. Alguns conseguem fazer bicos na construção civil, mas não têm para onde ir.

As abordagens serão realizadas em outras praias antes da temporada. As visitas ocorrem também durante o dia.

O trabalho de intervenção acontece diariamente, conforme relato do educador social Leonardo Rodrigues de Oliveira:  “Durante a semana, recebemos várias ligações de moradores de Canasvieiras, demonstrando preocupação pelo aumento  dessa parcela da população que vive à margem da sociedade”, disse.

O trabalho diário do educador social consiste em efetuar o levantamento acerca da cidade de origem,  bem como o contato familiar. “Precisamos convencer a pessoa a querer sair das ruas”, enfatizou. Em caso de resposta positiva, o indivíduo é levado para a Casa de Apoio onde permanece durante seis meses. 

Esse período de permanência no lar temporário é suficiente para o cadastro e a busca definitiva para o resgate da cidadania, através da procura de laços familiares e recolocação no mercado de trabalho.


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