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Secretaria Municipal de Assistência Social

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20/08/2015 - Social
Jantar marca aniversário do Albergue Municipal
Em seu primeiro ano, abrigo atendeu quase mil pessoas, em quase dez mil pernoites

foto/divulgação: Mauro Vaz/PMF

O Prefeito Cesar Souza Junior esteve no evento

O Albergue Municipal completou um ano nesta quarta-feira (19) e teve a presença do prefeito Cesar Souza Junior na simbólica solenidade que marcou a primeira fase do espaço no centro de Florianópolis. O prefeito destacou a importância do trabalho dos servidores no processo de acolhimento.


"A cidade só será mais humana com este trabalho de acolher aqueles que precisam. Desde a abordagem até o tratamento aqui nesta casa. Estão todos de parabéns". A solenidade foi marcada pela entrega de uma placa ao Grupo Koerich, pelo apoio para a abertura e manutenção do espaço, e ao coordenador do Albergue, César Cruz, pela dedicação e empenho neste período de um ano. Walter Silva Koerich parabenizou a todos pelo trabalho.

O vereador Tiago Silva, secretário municipal de Assistência Social na inauguração do Albergue, também esteve presente e ressaltou o empenho de todos os funcionários da Prefeitura para a manutenção do espaço.


Números do Albergue Municipal neste primeiro ano de funcionamento: o local (onde também funciona uma casa de abrigo no segundo piso) ofereceu 9.654 pernoites, já que uma mesma pessoa pode dormir no albergue mais de uma vez. Dos 968 atendidos, 855 são homens e 113 mulheres. “Em apenas um ano, o albergue já mostrou que fez a diferença na vida de muitas pessoas, e para nós cada uma retirada da rua representa uma vitória”, afirmou o secretário de Assistência Social, Dejair de Oliveira Junior.

São pessoas que por um motivo ou outro, seja uma desilusão, depressão ou dependência química, deixaram suas cidades e suas casas e sem alternativa passaram a dormir na rua, debaixo de marquises, sem esperança nenhuma de retomar a vida “comum”.


Neste ano, 64% das pessoas atendidas vieram de outros Estados, 27% são de Santa Catarina e 9% de outros países. “Aqui, não temos preconceito nenhum, é uma ação humanitária, independente de onde ela venha, se tem ou não documentos de identificação, atendemos a todos dentro de nossas possibilidades”, explicou o coordenador da unidade, César Cruz.

Em um ano, nenhuma depredação, nenhuma ocorrência. Se numa casa de família por vezes é difícil conter os ânimos e contornar as diferenças entre seus moradores, imagine numa casa onde ninguém se conhece e todos estão em situações complicadas, sem emprego, sem perspectivas e alguns tentando se livrar das drogas ou da bebida.


Mesmo diante desta realidade, na casa rosa da General Bittencourt o chefe da “família” é durão, um pai compreensivo, senta para conversar, ajuda no que pode, mas não admite falta de respeito. “Temos regras claras e não abrimos mão delas. Aqui tem hora para deitar, para acordar, para fazer as refeições, e todos antes de sair, mesmo que seja às 6 horas, devem deixar suas camas arrumadas. Neste primeiro ano, nada foi quebrado, está tudo como foi entregue e não tivemos brigas”, garantiu César, que é visto pelos usuários como um paizão ou um irmão mais velho.


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