A Campanha Nacional Criança não é de Rua realizou, na tarde de ontem, 3, uma sessão plenária na Assembleia Legislativa, no centro de Florianópolis, para explanar a realidade das crianças e adolescentes em situação de rua do município.
Com o objetivo de mobilizar, a Campanha é uma ação do Comitê Nacional Criança Não é de Rua, que é uma organização não governamental, e incentiva, desde 2007, o diálogo sobre a importância da aproximação feita pelos educadores sociais na rua, da convivência familiar e comunitária, dos espaços de acolhimento institucional governamentais e não governamentais, além da construção de políticas públicas que envolvem as crianças e os adolescentes em situação de moradia nas ruas.
O evento contou com a apresentação das crianças do Coral Vozes da Esperança, do Centro de Educação Complementar Criança Fazendo Arte, localizado no bairro Agronômica, que atende e oferece inúmeras atividades as crianças no contraturno escolar.
A CAMPANHA
A Ação Nacional vem sendo realizada no período da "Semana Santa" para sensibilizar e informar à população sobre o assunto. O secretário municipal de Assistência Social apresentou a situação de moradia na rua de crianças e adolescentes, e ressaltou que em Florianópolis não existem crianças morando nas ruas, apenas em situação de rua, como o trabalho infantil, fugas do lar, usuários de drogas, deficientes mentais.
Felipe anunciou que uma votação aberta ao público será realizada, por meio do site da Prefeitura de Florianópolis, para definir a data estadual da campanha. As opções são: a terça-feira que antecede a Sexta-Feira da Paixão e 23 de julho, data que representa a chacina em frente à Igreja da Candelária, onde várias crianças foram mortas, em 1993, no Rio de Janeiro.
“Com base na data escolhida, vamos propor a elaboração de um projeto de lei que crie o Dia Estadual de Enfrentamento à Situação de Moradia nas Ruas de Crianças e Adolescentes", informou o secretário.
Segundo estatísticas do Centro POP, 50% das crianças abordadas nas ruas da cidade moravam em Florianópolis, os outros 50% eram de municípios vizinhos. A pesqisa aponta que esses números aumentam no período das férias escolares. Toda criança abordada é encaminhada aos Conselhos Tutelares, responsáveis pelas devidas providências.
Texto: Jéssica Schmidt