Para marcar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, a Secretaria Municipal do Continente ofereceu oficinas de contação de história e reciclagem, além de apresentações de dança e cabeleireira para cuidar das mulheres presentes. O evento aconteceu durante o dia de hoje, 25, na Biblioteca Municipal Professor Barreiros Filho, no Bairro Estreito.
Durante a manhã, aproximadamente 20 crianças, de 6 a 12 anos, do Projeto Novo Alvorecer, da Vila Aparecida, participaram da oficina de contação de histórias, com a escritora Vera Lúcia Joaquim Silva. Vera apresentou a história do primeiro livro publicado, Pingo de Chuva - Menina falante, que tem como tema principal os elementos que compõe a natureza e as crianças.
Para Vera, as duas coisas mais lindas do mundo são as crianças e a natureza. E foi com muita delicadeza e amor, que ela contou a história de um pingo de chuva que desce a terra e se decepciona por não encontrar a grama, as flores, os rios, e sofre intensamente ao se deparar apenas com construções enormes e muito lixo.
Na parte da tarde, Jacira dos Santos realizou a oficina com materiais recicláveis – fuxico-, Rita Rafael, cabeleireira e maquiadora afro, fez escovas e tranças nas mulheres presentes, e o encerramento contou com a apresentação do Grupo de dança de rua 4 elementos.
REALIZAÇÃO
O evento realizado hoje foi uma parceria entre a Gerência de Assistência Social da Secretaria Municipal do Continente, a Coordenadoria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial de Florianópolis e a Mobilização Comunitária da Secretaria Municipal de Assistência Social.
A equipe formada por Margarida Machado, Magda Matos, Delair Chagas, Walkíria Schmidt, João Gama e Daniel Andrade trabalhou intensamente para que o dia de hoje fosse especial para todas as mulheres negras da comunidade.
O DIA
O dia 25 de julho foi instituído pela ONU como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, na República Dominicana, em 1992.
A data foi escolhida como marco internacional da luta e resistência da mulher negra. Desde então, vários setores da sociedade atuam para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero, raça e etnia vivida pelas mulheres negras.
Texto: Jéssica Schmidt