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Secretaria Municipal de Assistência Social

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09/08/2012 - Social
Nutricionista do Cras é premiada pelo Ministério da Saúde
Angélica Magalhães desenvolveu ações para educação alimentar e nutricional em Redes de Proteção Social Básica.

foto/divulgação: Angélica Magalhães

Verduras e legumes colhidos da horta sustentável.

O Projeto, desenvolvido pela nutricionista Angélica Magalhães, e implantado no final de janeiro deste ano a um Centro de Referência em Assistência Social (Cras), foi aprovado para apresentação na III Mostra de Experiências de Alimentação e Nutrição no SUS, Ministério da Saúde. A premiação ocorrerá dia 26 de setembro de 2012, durante o XXII Congresso Brasileiro de Nutrição, em Recife – PE. Dos 218 trabalhos inscritos, 180 foram aceitos.


As atividades realizadas visaram a inserção comunitária e se distribuíram em seis linhas de atuação. A primeira foi aprender a utilizar o Guia Alimentar para a população Brasileira, em sequência, resgatar a cultura alimentar tradicional, educar para a escolha de alimentos com base na relação custo/benefício, orientar para utilização racional dos alimentos e combate ao desperdício, estratégias para educação infantil sobre alimentação adequada e horta interativa auto-sustentável.

Coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, o projeto foi vinculado à Rede de Proteção Social Básica e integrado às ações de um Cras. O público alvo foi prioritariamente, mas não exclusivamente, famílias de baixa renda, beneficiárias do Cadastro Único para Programas Sociais – Cad-Único.

O Cad-Único foi criado em 2001, sendo um instrumento de identificação e caracterização socioeconômica das famílias de baixa renda, entendidas como aquelas com renda mensal igual ou inferior a meio salário mínimo por pessoa, ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

A realizadora

Segundo Angélica, estamos vivendo uma transição epidemiológica nutricional. “Historicamente havia uma alta prevalência de baixo peso e desnutrição, principalmente nas camadas de baixa renda. Essa prevalência se transformou em sobrepeso e obesidade”, afirma.

A proposta do trabalho é educar para uma alimentação adequada e saudável, com redução de açucares, alimentos gordurosos e refrigerantes, entre outros, além de tentar reverter a tendência da obesidade infantil. “Criança obesa é um adulto doente”, ressalta.

Angélica Magalhães é nutricionista gerontóloga, doutora em Agronegócios (UFRGS) e Saúde Coletiva (Unizar, na Espanha).


Texto: Jéssica Schmidt


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