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Secretaria Municipal de Assistência Social

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23/04/2013 - Social
Casa de Apoio: ressocialização e cidadania
Albergados mostram seus valores durante oficina feita por funcionário da Comcap

foto/divulgação: Vandrei Bion

Moradores da Casa de Apoio participam da revitalização do local.

Um dia especial na vida das pessoas que estão na Casa de Apoio Social ao Morador de Rua, no bairro Jardim Atlântico. Assim foi esta terça-feira, dia 23, que trouxe novos ensinamentos e acima de tudo conhecimento aos 30 homens que estão passando pelo processo de ressocialização.

A atividade foi comandada por Valdinei Marques, funcionários da Comcap, que concedeu oficinas de arte e aulas práticas voltadas à produção de materiais de utilidade com objetos simples.

Responsável pelo Museu do Lixo, o funcionário da prefeitura consegue enxergar de um modo diferente os materiais descartados pela população. Recicla e cria diversos utensílios úteis para o dia a dia. Alguns desses objetos, como pincéis e tintas, foram usados na revitalização da Casa de Apoio ocorrida nesta terça. “Valem a criatividade e a vontade de fazer. Eles têm potencial e se mostraram muito interessados nas aulas. Estamos felizes pela aceitação”, afirmou Valdinei.

De acordo com a Assistente Social e Coordenador da Casa de Apoio, Neusa Goedert, o trabalho de hoje evidencia os valores das pessoas que estão no centro em busca de recuperação. “Essa contribuição do Valdinei da Comcap traz à tona os verdadeiros homens que estão aqui. Com problemas lá fora, principalmente em decorrência das drogas, eles encontram a chance de se recuperar. Boas oportunidades surgem após este acolhimento que damos, focando na ressocialização do ser humano”.

O papel da Casa de Apoio Social

A Casa de Apoio Social Ao Morador fica no Bairro Jardim Atlântico, no Continente, e o encaminhamento para o espaço deve ser feito através do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP). O serviço é um equipamento social de acolhimento de pessoas em situação de rua, com vínculos familiares fragilizados ou rompidos.

A Casa oferece acompanhamento durante 24 horas, incluindo cuidados básicos de higiene pessoal, alimentação, pernoite, acompanhamento de educadores sociais, assistentes sociais, psicólogos e funcionários da saúde.

Atualmente, o espaço atende 30 pessoas e todos homens maiores de 18 anos. A maioria deles envolveu-se com drogas e alcoolismo e buscou a recuperação. Durante a semana, eles participam, por 3 dias, de oficinas e tratamento no Centro de Atendimento Psicossocial (CRAPS).