Um dia especial na vida das pessoas que estão na Casa de Apoio Social ao Morador de Rua, no bairro Jardim Atlântico. Assim foi esta terça-feira, dia 23, que trouxe novos ensinamentos e acima de tudo conhecimento aos 30 homens que estão passando pelo processo de ressocialização.
A atividade foi comandada por Valdinei Marques, funcionários da Comcap, que concedeu oficinas de arte e aulas práticas voltadas à produção de materiais de utilidade com objetos simples.
Responsável pelo Museu do Lixo, o funcionário da prefeitura consegue enxergar de um modo diferente os materiais descartados pela população. Recicla e cria diversos utensílios úteis para o dia a dia. Alguns desses objetos, como pincéis e tintas, foram usados na revitalização da Casa de Apoio ocorrida nesta terça. “Valem a criatividade e a vontade de fazer. Eles têm potencial e se mostraram muito interessados nas aulas. Estamos felizes pela aceitação”, afirmou Valdinei.
De acordo com a Assistente Social e Coordenador da Casa de Apoio, Neusa Goedert, o trabalho de hoje evidencia os valores das pessoas que estão no centro em busca de recuperação. “Essa contribuição do Valdinei da Comcap traz à tona os verdadeiros homens que estão aqui. Com problemas lá fora, principalmente em decorrência das drogas, eles encontram a chance de se recuperar. Boas oportunidades surgem após este acolhimento que damos, focando na ressocialização do ser humano”.
O papel da Casa de Apoio Social
A Casa de Apoio Social Ao Morador fica no Bairro Jardim Atlântico, no Continente, e o encaminhamento para o espaço deve ser feito através do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP). O serviço é um equipamento social de acolhimento de pessoas em situação de rua, com vínculos familiares fragilizados ou rompidos.
A Casa oferece acompanhamento durante 24 horas, incluindo cuidados básicos de higiene pessoal, alimentação, pernoite, acompanhamento de educadores sociais, assistentes sociais, psicólogos e funcionários da saúde.
Atualmente, o espaço atende 30 pessoas e todos homens maiores de 18 anos. A maioria deles envolveu-se com drogas e alcoolismo e buscou a recuperação. Durante a semana, eles participam, por 3 dias, de oficinas e tratamento no Centro de Atendimento Psicossocial (CRAPS).