CONSERVAÇÃO - 20/08/2025
ILHA DO CAMPECHE PASSA A SER GERIDA PELO MUNICÍPIO E É TRANSFORMADA EM UNIDADE DE CONSERVAÇÃO
Criação do Monumento Natural Municipal garante preservação da Ilha e reforça o protagonismo ambiental de Florianópolis
A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), oficializou, a criação do Monumento Natural Municipal da Ilha do Campeche, que transforma o local em uma Unidade de Conservação, além de sua transferência de gestão para o município.
A responsabilidade, antes atribuída ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e mediada pela Justiça Federal, agora permite ao município controlar diretamente o turismo, o acesso e as ações de conservação. A expectativa é regulamentar a visita ao local já para a próxima temporada de verão.
Conduzido pela Floram, com apoio de um Grupo Técnico de Trabalho multidisciplinar instituído em 2024, que ao longo de mais de um ano realizou estudos técnicos, escutas públicas, oficinas, saídas de campo e articulação institucional, o processo de transformação da Ilha do Campeche em uma Unidade de Conservação já é uma das ações avaliadas como positivas com a nova gestão.
A nova Unidade de Conservação não exclui os visitantes. A proposta prevê a manutenção da visitação pública, mas de forma compatível com os objetivos de conservação, com limites mais claros, monitoramento, infraestrutura adequada e associada a ações de educação ambiental. “O modelo inclui ainda a criação de um Conselho Gestor participativo e a obrigatoriedade da elaboração de um Plano de Manejo, que deve ser finalizado entre o final deste ano e começo do próximo”, explica Alexandre Waltrick. Com essa decisão, Florianópolis passa a contar com 11 Unidades de Conservação municipais adequadas ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).
Com 51 hectares de extensão, a Ilha do Campeche já era considerada Área de Preservação Permanente (APP) desde 1985, tombada como patrimônio arqueológico, etnográfico e paisagístico pelo IPHAN em 2000 e regulamentada por Portaria Federal IPHAN nº 691/2009. Mesmo assim, registrou ao longo do tempo pressões ao ecossistema como a exploração irregular e a extrapolação do limite de visitantes, segundo Alexandre Waltrick, Secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
Ele também frisou, em entrevista recente, que vai haver um controle maior da entrada na ilha, mas sem a exploração comercial que vinha acontecendo há anos no local.
Áudio: Alexandre Waltrick- Secretário do Meio Ambiente-PMF